Coluna Rosildo Barcellos | Quando faltam palavras

Publicado em 06/02/2026 às 09:41 Da Redação
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Coluna Rosildo Barcellos | Quando faltam palavras

As vezes me encontro olhando  para o céu  quando a indefectível  saudade vem,  sem avisar e invade derrubando o que encontra pela frente.

    Chego a pensar que o céu  é justamente o que nos conecta a uma imensa arena  onde as emoções são  livres para voar. Sem horário, sem medida, sem causa aparente.
   Percebo que desde que partiu  o céu se tornou uma  companhia muito sólida  e inquestionavel.

Talvez o céu seja meu melhor amigo. É para o céu que olho quando algo pareçe desmoronar  e de alguma forma penso que também em algum momento... o seu olhar vem na minha direção. 

   Viver num mundo aonde sua presença é constante  na memoria  não é  fácil. É como se eu caminhasse e em uma rua na penunbra   e que eu pudesse olhar apenas as paisagens  sem nitidez.  Certamente tudo continua acontecendo  ao nosso redor  mas a sensação de algo primordial é intrínseco, faltando se torna efetivamente  bastante real. 
É uma saudade que transborda.  Um espaço  que não consegue ser preenchido. Apenas a ausência e as lembranças aparecem como um véu no luar.

Ontem eu sonhei  que nos encontrávamos.  Foi um momento de explosão de luz e paz. Um abraço que faltava  um olhar que não precisava de palavras. A presença intensa que fez  estes anovs todos  serem minutos. Passou um filme na minha cabeça.

    Voltei a realidade timidamente. Acordei  com enfase;  e com uma nova certeza.  A de que existem vínculos eternos.  É assim são os laços que unem  pai e filho.
  A Saudade existe: eu sei. É  não  importa  quanto tempo passe, a ausência de quem amamos  será sempre sentida com a mesma intensidade.

Seus ensinamentos eu uso  com muita frequência . Continuam presentes. Hoje tenho vontade de abraçar a todos que tenham saudade.  Mas muitos não entenderão.  Afinal  nem todos tiveram um pai como eu tive.  Como explicar o  poder de um abraço ?
  Quando o amor e maior que um sobrenome, transcende a separação. 

   Enfim. O céu que olho  está noite,  talvez seja o mesmo que outra pessoa possa estar olhando neste momento. Rogo aos ceus que está outra pessoa  sinta-se abraçada  com estas singelas  palavras. Que estás linhas mal traçadas   cheguem aos filhos que tenham saudades de seus  pais. Enquanto eu viver o que aorendi  será nao apenas lembrado como também praticado. 

Hoje estou  sendo visto ouvido e lido por todo o Espírito Santo.. São 25 anos de lembranca mas também são 25 anos de esperanca. 25 anos de braços abertos para o meu semelhante.

   Obrigado meu  inesquecível João Carlos Leal. Estimado e honrado Pai.

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