Importação de carros elétricos vai acelerar e pressiona portos do Espírito Santo

Publicado em 09/02/2026 às 10:11 Da Redação
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Importação de carros elétricos vai acelerar e pressiona portos do Espírito Santo

As montadoras de veículos eletrificados estão correndo para importar mais carros para o Brasil no primeiro semestre de 2025. O motivo se repete: o imposto de importação para veículos eletrificados vai subir mais um degrau – e chega ao último patamar em julho de 2026, com alíquota de 35%. 

Até lá, montadoras e importadores correm para nacionalizar carros com uma alíquota menor. O movimento deve concentrar volumes relevantes nos principais portos do país, com destaque para o Espírito Santo, Santa Catarina e Pernambuco.

“O último aumento de alíquota gera um aumento de nacionalizações em um curto espaço de tempo. As empresas querem aproveitar a janela até 30 de junho. Depois disso, passa a valer a tarifa máxima”, afirma Sidemar Acosta, presidente do Sindiex, sindicato que reúne empresas de comércio exterior.

Marcas como BYD, GWM e Omoda Jaecoo, além de fabricantes já consolidados no mercado brasileiro, ampliaram pedidos para formar estoque antes da mudança fiscal. “Estamos falando de mais de uma dezena de marcas organizando volumes relevantes para nacionalização até o fim de junho”, diz.

Em 2025, o Espírito Santo importou 165 mil veículos eletrificados, que somaram R$ 3,3 bilhões, de acordo com dados do Sindiex. A expectativa é de que o movimento avance no primeiro semestre de 2026.Nos períodos próximos ao aumento de alíquota de veículos eletrificados dos anos anteriores, os portos capixabas operaram com sobrecarga devido ao pico de movimento. Desta vez, segundo Sidemar, o estado está mais preparado.

“A aduana participa desses momentos de maior fluxo e está estruturada. A maioria dos navios pode fazer nacionalização antecipada, o que permite que os veículos já saiam do porto nacionalizados e sigam para armazéns gerais”, afirma Sidemar Acosta

A chegada da alíquota máxima para carros elétricos e híbridos não deve interromper o fluxo de importações após julho. Para Sidemar, o calendário tributário cria uma alta de curto prazo, mas a importação deve seguir como parte da estratégia das montadoras no mercado brasileiro.

“Os eletrificados ainda representam parcela pequena da frota. A tendência é de crescimento, inclusive fora dos grandes centros. Mesmo com fábricas no Brasil, a produção local não deve suprir toda a demanda”, conclui.

O Terminal de Vila Velha, operado pela Log-In, importante área de desembarque de veículos está se preparando para a demanda crescente. O Terminal investiu em uma ampliação de 65 mil m², que aguarda autorização para o início das atividades ainda em fevereiro. Essa ampliação eleva em cerca de 90% a capacidade de armazenagem e aumenta em torno de 40% a capacidade de armazenagem de contêineres no pátio.

“O TVV está preparado para atender eventuais aumentos de demanda, assegurando a continuidade e a qualidade do nível de serviço oferecido ao mercado logístico, como já demonstrado no primeiro semestre de 2025, quando o terminal absorveu volumes semelhantes sem impactos às operações do Estado”, afirma Marhmed Hashemj, gerente comercial e novos negócios da Log-In.

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