Julho Amarelo alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais

Publicado em 09/07/2026 às 09:22 Da Redação
Saúde
Julho Amarelo alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais

Silenciosas em grande parte dos casos, as hepatites virais acendem um alerta durante o Julho Amarelo, campanha nacional voltada à conscientização sobre prevenção, testagem e tratamento dessas infecções.

A mobilização chama atenção para um dos principais desafios relacionados à doença: muitas pessoas convivem com hepatite sem apresentar sintomas e só descobrem o diagnóstico em fases avançadas, quando já há risco de complicações como cirrose, insuficiência hepática ou câncer de fígado.

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas por diferentes vírus. Entre os sintomas possíveis estão cansaço intenso, febre, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados, condição conhecida como icterícia. No entanto, nos casos de hepatite B e C, que podem se tornar crônicos, a ausência de sinais por longos períodos é comum.

As formas de transmissão variam conforme o tipo de hepatite. A hepatite A está mais relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados, além de condições inadequadas de higiene e saneamento básico. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, como em relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas, agulhas ou materiais perfurocortantes.

A vacinação também ocupa papel central nesse cuidado. Atualmente, há vacinas disponíveis contra as hepatites A e B, consideradas seguras e eficazes, oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No caso da hepatite C, embora não exista vacina, o tratamento disponível apresenta alta eficácia e pode levar à cura na maioria dos casos. Já a hepatite B não tem cura, mas pode ser controlada com medicação, reduzindo significativamente o risco de evolução para cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

A recomendação é que a população busque orientação nas unidades de saúde, mantenha a vacinação em dia e realize a testagem, especialmente pessoas que nunca fizeram o exame ou que estiveram expostas a situações de risco.

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