Defeso do sururu começa nesta terça e proíbe venda e extração

Publicado em 01/09/2026 às 10:16 Da Redação
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Defeso do sururu começa nesta terça e proíbe venda e extração

Começa nesta terça-feira (1º) o período de defeso do sururu de costão rochoso, também conhecido como mexilhão (Perna perna). Até 31 de dezembro, ficam proibidas a extração, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização da espécie.

A regra vale para a faixa costeira entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul e tem como objetivo proteger o período de reprodução do molusco e contribuir para a manutenção dos estoques naturais.

Em Vitória, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) iniciou uma campanha de conscientização voltada a pescadores, comerciantes e consumidores. A orientação é que, durante os quatro meses de defeso, a população não compre nem consuma o sururu de costão e verifique a procedência de produtos comercializados.

Por que o sururu precisa ser protegido?

O mexilhão exerce uma função importante no ecossistema marinho. Como é um animal filtrador, retira partículas da água durante a alimentação e participa de processos naturais relacionados à qualidade ambiental. Além disso, integra a cadeia alimentar e serve de alimento para outras espécies.

A retirada excessiva dos animais dos costões rochosos pode afetar não apenas a população de mexilhões, mas também outros organismos que dependem desses ambientes.

O período de defeso funciona como uma pausa na exploração para reduzir a pressão sobre a espécie durante seu ciclo reprodutivo. A expectativa é favorecer a renovação dos estoques naturais e contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.

Segundo a médica veterinária Ana Ramos, da Semmam, a preservação depende de todos os envolvidos na cadeia.

“Quando respeitamos o período de reprodução, damos à espécie a oportunidade de se renovar e contribuímos para a conservação dos costões rochosos. Por isso, o defeso não deve ser visto apenas como uma proibição, mas como uma medida necessária para garantir a continuidade da vida marinha e o uso sustentável dos recursos naturais”, explicou.

Consumidor também pode ajudar

Além de quem faz a retirada do molusco, os consumidores têm papel importante no combate à exploração irregular. A orientação da Semmam é evitar a compra do produto durante o período de defeso e ficar atento à origem do que é oferecido.

A compra do sururu durante a época proibida pode estimular a extração e o comércio ilegais da espécie.

O período de defeso é estabelecido pela Instrução Normativa Ibama nº 105/2006, que regulamenta a exploração do Perna perna. O descumprimento das regras pode gerar sanções previstas na legislação ambiental, incluindo multa e apreensão dos produtos.

Como denunciar

Casos de extração ou comercialização irregular de sururu de costão podem ser denunciados à Gerência de Fiscalização Ambiental da Semmam pelo serviço Fala Vitória, no telefone 156.

Período de defeso: de 1º de setembro a 31 de dezembro.

Durante esse período, é proibido extrair, transportar, beneficiar, industrializar, armazenar ou comercializar o sururu de costão rochoso (Perna perna).

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