Desastre de Mariana: mais de R$ 5,5 bilhões já foram pagos em indenizações pelo PID
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Mais de R$ 5,57 bilhões já foram pagos em indenizações às vítimas do desastre de Mariana (MG) por meio do Programa Indenizatório Definitivo (PID), criado para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015. Os dados são da Fundação Renova e refletem a adesão ao programa até o dia 1º de agosto de 2025.
Desde a abertura do PID, foram registrados 293.440 requerimentos, dos quais 232.927 resultaram em acordos formais. Desse total, mais de 150 mil pagamentos já foram efetivamente liberados.
O PID oferece indenizações de R$ 35 mil em parcela única, mediante a assinatura de um termo de quitação que exige a renúncia a qualquer ação judicial relacionada ao desastre — tanto no Brasil quanto em tribunais internacionais. A proposta é voltada, principalmente, para pessoas que comprovem ter sofrido danos de difícil comprovação documental, como pescadores, comerciantes informais e artesãos, entre outros.
O programa é gerenciado pela Fundação Renova, criada pelas mineradoras Samarco, Vale e BHP, sob supervisão do Judiciário. Inicialmente encerrado em julho, o prazo para adesão ao PID foi reaberto até 14 de setembro de 2025, após solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e das defensorias públicas de Minas Gerais e do Espírito Santo, que alegaram que milhares de pessoas ainda buscavam ser indenizadas.
Desde o rompimento da barragem de Fundão, 19 pessoas morreram e centenas de milhares foram atingidas ao longo da bacia do Rio Doce. Os danos se estenderam a comunidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, afetando o abastecimento de água, a economia local e o meio ambiente.
As ações judiciais contra as mineradoras continuam em curso no Brasil e também em tribunais internacionais, como na Inglaterra, onde mais de 620 mil pessoas buscam reparação na Corte de Londres, e na Holanda, com uma ação coletiva aberta em Amsterdã.
