PM da orla de Aracruz fecha 2025 com aumento de operações e foco em policiamento orientado por dados
A Polícia Militar da orla de Aracruz encerrou o ano de 2025 com uma série de ações estratégicas que, segundo o comandante da 3ª Companhia do 5º BPM, capitão Adriano Farias, foram definidas a partir da análise das manchas criminais e das demandas específicas de cada comunidade. O objetivo, afirma, foi reforçar a presença policial nos pontos considerados mais vulneráveis.
Somente o Grupo de Abordagem realizou 111 operações ao longo do ano. As ações resultaram na apreensão de 29 armas, 1.265 munições e na detenção de 87 suspeitos. Também foram retirados de circulação 31 quilos de maconha (2.938 porções), 6 quilos de cocaína (6.936 porções), 1,5 quilo de crack (7.329 porções), além de 657 unidades de haxixe e 11 drogas sintéticas. As equipes recuperaram ainda 13 veículos roubados e capturaram 12 foragidos da Justiça.
Para o capitão Adriano, os resultados refletem “a eficiência do policiamento orientado por dados”.
Entre as estratégias que mais impactaram a segurança pública na região, destacam-se as operações de saturação com apoio da cadela K9 Pandora, o patrulhamento baseado em inteligência e ações integradas, como o cerco tático e o reforço do efetivo em fins de semana e grandes eventos — medidas que, segundo a corporação, ampliaram a sensação de segurança na orla.
O comandante aponta como principais desafios de 2025 o aumento do fluxo populacional provocado pelos empreendimentos instalados na região e o enfrentamento a organizações criminosas armadas. Para lidar com esse cenário, a PM apostou em guarnições treinadas, reposição rápida de efetivo e integração com Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, cerco eletrônico e sistemas de videomonitoramento.
Para 2026, Adriano prevê o reforço de policiais de outros batalhões, a chegada de novos soldados para a Operação Verão, expansão das ferramentas de análise criminal, ampliação das ações de inteligência e intensificação das operações de saturação.
Ele reforça ainda o papel da população: “Ligue 181. Sua denúncia é sigilosa. Polícia e comunidade: juntos somos mais fortes contra o crime.”
