Desmontagem de plataformas de petróleo vai criar 5 mil empregos no ES
Estaleiros e empresas do setor metalmecânico do Espírito Santo estão entre as indústrias que devem participar dos trabalhos de desmontagem e remoção de navios-plataforma com atividade encerrada. A atividade vai criar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos no Estado, diz o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona.
As estruturas que precisam ser retiradas após o esgotamento da vida útil são as que atuam hoje na Bacia de Campos, no Sul do Estado e no Norte do Rio. Segundo a Petrobras, são 18 plataformas que serão removidas no País até 2030, com investimento de 9,7 bilhões de dólares (R$ 53,7 bilhões) no período para a contratação do serviço.
No horizonte, porém, há mais 50 plataformas previstas para serem retiradas do alto-mar e desmontadas, a partir de 2031, como diz o plano de negócios da estatal.
Outros 3 bilhões de dólares (R$ 33 bilhões) devem ser investidos por empresas privadas para o mesmo serviço — entre elas Prio e Shell, por exemplo —, diz Baraona.
Uma delegação promovida pela Findes chegou a ir à Noruega e ao Reino Unido com o objetivo de buscar parcerias com empresas internacionais e atrair investimentos no setor, preparando o terreno para o Estado ser competitivo.
Agora, executivos de multinacionais europeias visitarão o Estado em março para conhecer presencialmente os potenciais da infraestrutura capixaba, adianta Baraona. “Faremos um evento em que várias empresas virão conhecer nosso Estado e interagir entre as empresas. É mais um atrativo no desenvolvimento do Estado, que está se transformando em hub logístico”.
Os portos capixabas, empresas dos setores metalmecânico e eletromecânica, construção civil e economia circular serão os principais beneficiados pelo investimento.
Segundo o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas, a atividade de desmontagem e remoção — chamada de descomissionamento — proporciona oportunidades para uma cadeia de empresas.
“Quando se faz o descomissionamento de uma plataforma, muitos equipamentos podem ser reaproveitados, como compressores, motores, bombas e tubulações. Isso abre espaço para quem trabalha com descarte de materiais. É um volume grande de oportunidades”.
